Pablo Rodrigo Silva
(Membro do Conselho estadual de educação – CEE-MT)
O monopólio e a chamada “propriedade cruzada”( que ocorre quando um mesmo grupo ou família pode ter TV, rádio, jornal e revista, e reforça as relações entre grupos de mídia e as oligarquias tradicionais) da mídia Brasileira se calam diante do golpe fascista e militar em Honduras, provando assim que a tal “ liberdade de imprensa” pregada pelos Barões da mídia é apenas uma falácia, que na verdade representa a ‘liberdade dos monopólios”
Jornalistas assassinados, rádios comunitárias atacadas, a equipe da Telesur e a Rede Globo de Tegucicalpa, foram presas e expulsa do País pelos gangsteres golpistas. Até a CNN em espanhol foi proibida de exibir as cenas de repressão pelas ruas, que já mataram dezenas pessoas.
Apesar de toda esta brutalidade fascista, a mídia hegemônica do Brasil não fez nenhuma declaração inflamada em defesa da “liberdade de imprensa”; nenhum meio privado criticou a brutal censura e as agressões aos jornalistas, como fizeram com a Venezuela; nenhum editorial da “grande imprensa” questionou o fato de que a mídia hondurenha está nas mãos de meia dúzia de oligarcas reacionários, que clamaram pelo golpe e dão total respaldo à ditadura sanguinária. A máfia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que recentemente criticou o presidente Lula por suas “criticas descabidas ao enfoque do noticiário”, não se pronunciou contra os atentados à liberdade de expressão. A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), bancada pelo CIA na sua campanha permanente contra a revolução cubana, também está quieta.
A mídia hegemônica ainda tenta relativizar o papel dos ditadores. A Folha de S.Paulo agora passou a qualificar o governo golpista de “interino”. A TV Globo critica o presidente deposto, Manuel Zelaya, por ele rejeitar um acordo de “conciliação nacional” com os bandidos.
O Correio Braziliense chegou a justificar o golpe num texto repugnante. Alguns doentes mentais da revista Veja, travestidos de blogueiros, argumentam que a violenta deposição de Zelaya foi para “salvar a democracia”. São todos falsários quando pregam a “liberdade de imprensa”.
Para acompanhar o que de fato ocorre em Honduras é preciso furar o bloqueio dos barões da mídia, pela internet, os sítios da Agência Boliviana de Notícias e o Aporrea, entre outros, trazem informações exclusivas da resistência do povo e movimentos sociais deste País.
Na prática, estes veículos alternativos realizam a autêntica defesa da “liberdade de expressão”, enquanto a mídia hegemônica comprova que serve apenas aos interesses dos poderosos e às ambições do império.


